Corredor para proteger onça pintada

By 14 de março de 2018Meio Ambiente

O Brasil vai se associar aos países das Américas do Sul, Central e do Norte nos esforços de proteção ao jaguar, felino que no Brasil é conhecido como onça-pintada (Panthera onca) e encontra-se na lista da fauna brasileira ameaçada de extinção. A espécie esta presente do sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Segundo o diretor de Conservação e Manejo de Espécies do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ugo Vercillo,o pais vai participar ativamente dos esforços que estão sendo desenvolvidos para proteger a onça em toda a América e avançar na integração que resulte numa área regional de preservação do animal, como o Corredor das Américas.

“O Corredor das Américas é uma estratégia real e uma solução para proteger a onça-pintada, para evitar a perda de seu habitat. A implementação de áreas protegidas, do estabelecimento de novas áreas e da conexão dessas paisagens para ajudar a dispersão da onça-pintada em toda a sua área de ocorrência nas Américas pode garantir o espaço necessário para manter as populações de forma saudável”, reforçou.

Vercillo destacou que o Brasil possui legislação ambiental “robusta e abrangente” de apoio às ações de preservação da onça-pintada. Além disso, mantém um sistema amplo de unidades de conservação que se soma às áreas nativas que devem ser preservadas por lei nas propriedades rurais privadas.

“A lacuna neste processo é ligar o quadro regulamentar ao setor privado e facilitar um grande envolvimento desse setor na proteção do meio ambiente. Vários projetos no Brasil têm foco em construir esta ponte e identificar recursos para fortalecer esse trabalho”, afirmou Vercillo.

Ameaças

O Brasil detém a maior população de onças-pintadas em toda a área de distribuição da espécie. Segundo o chefe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade,, Ronaldo Morato, a perda de habitat, a perseguição e a caça são as maiores ameaças para a sobrevivência a longo prazo do animal no país.

No Brasil, a espécie é classificada como vulnerável na Amazônia e no Pantanal, em perigo no Cerrado e criticamente ameaçada de extinção na Mata Atlântica e Caatinga.