Vacina contra a dengue avança

By 13 de agosto de 2018Nacional

Eficácia está em estudos clínicos em 14 mil voluntários brasileiros

O Instituto Butantan avança nos testes para a aplicação e produção em larga escala da vacina tetravalente contra os quatro tipos virais da dengue. A previsão é que a fábrica para a produção da vacina entre em operação de qualificação em janeiro de 2019.

O estudo clínico com seres humanos, formado por adultos e adolescentes, já recrutou 14 mil voluntários de um total previsto de 17 mil em todo o território nacional. O programa de estudos ficará completo com o grupo de crianças, que já conta com mais de 2,6 mil inscritos de 5 mil previstos.

Antes de ser disponibilizada à população, a vacina é estudada em modelos animais, os chamados estudos pré-clínicos. Essa etapa já foi vencida. Agora está em testes em humanos, os estudos clínicos, para observar a capacidade da imunização em estimular o sistema imunológico para a produção de anticorpos. Por fim, busca-se a comprovação de que a pessoa vacinada está protegida contra a infecção.

Fases

Na primeira fase, uma pequena produção de vacina com os quatro vírus atenuados foi feita nos Estados Unidos para avaliar sua segurança nas pessoas. após demonstrada sua segurança esses organismos foram encaminhados ao Instituto Butantan para o aprimoramento e produção da vacina e realização dos estudos clínicos.

Logo depois, ao receber os vírus da vacina, o Butantan desenvolveu uma técnica para que ela tivesse validade de mais de um ano e pudesse ser usada como qualquer outra vacina. Finalmente, começaram os estudos de fase 3, que podem confirmar sua eficácia.

Os recursos para os projetos de pesquisas para a produção da vacina são financiados pela Finep (R$ 83,6 milhões), BNDES (R$ 97 milhões) e Ministério da Saúde (R$ 100 milhões). O repasse da Finep foi acertado recentemente em reunião entre o ministro Gilberto Kassab, o diretor Financeiro, de Crédito e captação da Finep, Ronaldo Camargo, o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Marco Antonio Zago, e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu e Covas.