Mata Atlântica e sua biodiversidade

By 8 de julho de 2019Meio Ambiente, Sem categoria

A Mata Atlântica abrange as maiores cidades e regiões metropolitanas do Brasil. Nela, moram mais de 145 milhões de pessoas. Mais de 80% da produção econômica nacional é gerada nessa região, considerada o centro socioeconômico do país. Todavia, a vegetação remanescente ocupa cerca de 29% da área de cobertura vegetal original do bioma.
Além de contribuir para a conservação da fauna e flora, a preservação da Mata Atlântica e sua biodiversidade ajuda a melhorar a qualidade de vida da população. Daí a importância do projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica, desenvolvido no âmbito da Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável Brasil-Alemanha.
O projeto utiliza a abordagem de Adaptação baseada em Ecossistemas (AbE), que inclui o uso da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos como parte de uma estratégia maior para ajudar pessoas a se adaptarem aos efeitos adversos da mudança do clima e eventos climáticos extremos.
Esses eventos extremos já provocaram danos socioeconômicos consideráveis nos últimos anos, devido à ocupação desordenada e degradação avançada de áreas de Mata Atlântica. Além disso, os especialistas ainda não conhecem todas as vulnerabilidades dos ecossistemas na região, fazendo com que a mudança do clima represente uma ameaça adicional.

Municípios

Para amenizar esses efeitos, o projeto identificou riscos climáticos para toda a Mata Atlântica. Com o auxílio de processos participativos, definiu medidas de AbE para mais de 210 mil hectares na região. As medidas estão incluídas em diversos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA).
O desafio agora é identificar novas medidas que sejam incorporadas aos Planos Municipais de todas as cidades que abrangem o bioma. Atualmente, outros 17 PMMAs estão em planejamento no âmbito do projeto.
Para que esse trabalho seja aplicado e implementado por outros municípios, o projeto promove cursos de capacitação. Mais de 60 formadores e mais de 220 atores-chave em nível local, regional e nacional de órgãos públicos, academia, sociedade civil organizada e setor privado foram treinados para repassar as informações.

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