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Laboratório da biodiversidade Amazônica

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Parque Utinga tem florestas e ecossistemas originais

 

A floresta amazônica abriga aproximadamente 30 milhões espécies de vegetais, dentre esses as de maior destaque são a castanheira, a seringueira, o cacaueiro e um dos símbolos da Amazônia, a vitória-régia. No Parque Estadual do Utinga (Peut), em Belém (PA), é possível encontrar representantes dessas mesmas espécies em uma área de 1.393,088 hectares.

O Peut é um verdadeiro laboratório desta biodiversidade. Em seu interior, predomina a floresta ombrófila densa de terra baixa, onde as classes vegetais abundantes são a floresta de terra firme (54,15%), a floresta inundável de igapó (6,78%), a floresta secundária (4,33%), a vegetação aquática (7,31%), a vegetação de igapó em regeneração (1,31%) e o fragmento florestal isolado (0,18%).

Para o engenheiro florestal e diretor de Gestão da Biodiversidade do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará – (Ideflor-bio), Crisomar Lobato, o Parque Estadual do Utinga tem grande importância biológica porque contém testemunhos das florestas e dos ecossistemas vegetais originais da Região Metropolitana de Belém (RMB).

 

Extinção

 

O Parque, formado por florestas de terra firme e inundadas, abriga os principais mananciais de água doce da região. Os Lagos Bolonha e Água Preta distribuídos em quase 400 hectares de lâmina d’água, com volumes de 2 e 10 bilhões de litros de água, respectivamente, são responsáveis pelo abastecimento, de forma direta ou indireta, a 70% da população da RMB.

A flora do Parque Estadual do Utinga abriga espécies que estão em processo de extinção, como um dos últimos remanescentes de florestas nativas desta região. Nas florestas de várzea é possível encontrar uma espécie muito explorada por causa de seu valor comercial, a virola surinamenses  utilizada na produção de compensados e praticamente extinta em florestas de várzea.

Ali também se encontra grande extensão de açaizais, que não estão em extinção, mas são de fundamental importância para a sobrevivência de muitas comunidades. Eles também fornecem alimentação para a própria flora local.